10 de novembro de 2010

mas eu sei que sou parva e ingénua e infantil. por isso não façam caso e vão às vossas vidas.

Não estou preparada para aceitar que a Paixão e o Amor não possam co-existir, ambos intensos, num equilíbrio quase perfeito. Eu sei que a Paixão não chega. Que não é base sob a qual se construa uma relação. Eu sei, eu sei, eu sei. [Sou pelo Amor, juro! Ó pra mim com os olhos em forma de corações a bater palminhas pro Amor!]. Mas recuso-me a acreditar que são quase mutuamente exclusivos.

Como se fossem duas fases distintas, em tempos diferentes. Como se fosse um ciclo impossível de travar: primeiro, paixão avassaladora e Amor pouquinho qu'isto amores à primeira vista não existem e também é uma coisa que se constrói; depois, paixão menos avassaladora e Amor, Amor, Amor, aaah o Amor! (aqui é onde entram os violinos); depois paixão uuuupsondéquelaandaquejánãoseavista? . Não estou, não estou, não estou, não estou, bato o pé, cruzo os braços, amuo, faço beicinho e vou-me embora.

Não estou preparada para deixar de atribuir culpa humana à diminuição paulatina da Paixão e para aceitar como inevitável, como quem é atingido por uma fatalidade. Isso explica bastantes coisas da minha vida - que a olhos de outros são estúpidas mas, aos meus, fazem todo o sentido.
                                

a propósito destas palavras magníficas, as usual, da Rosa Cueca.


 

16 comentários:

Jedi Master Atomic disse...

Bate lá à vontade com o pé no chão. Depois podes pedir às enfermeiras que são agora tuas colegas para fazer o curativo.

Quanto ao amor e paixão, penso que é inevitável que a paixão diminua com o tempo, mas se desaparecer completamente então a relação não tem pernas para andar.

Irina disse...

Como te compreendo. Acho que deveria ser sempre assim, aquela coisa assolapada que cada vez que vemos a outra pessoa a chegar começamos a sentir coisinhas na barriga e sem saber o que fazer às mãos. Mas do outro lado sou muito menina, e prezo aquela coisa que se chama estabilidade (coisa que toda a gente sabe que a paixão é a alérgica) portanto sou a favor do amor (com violinos e tudo) mas com ciclos de paixão à mistura. Acho possível e acho que só assim serei feliz.

Lady Me disse...

Pois, é o que dizem! Deram-me um prazo de 2 anos para a paixão acabar, já namoro há mais de 3, supostamente a paixão já acabou! Mas...! Mas como há sempre um mas, sinto que não acabou, claro que nunca voltará a ser como no início, florzinhas e coraçõezinhos e tudo-inho mas para uma relação continuar a paixão continua a ter um papel importante. Eu acho que já tenho amor mas a paixão ainda não foi embora :) e podemos sempre fazer coisas para a reavivar, estes dias tenho sorrido tão parvamente como há 2 anos atrás, lol. Viva aos dois! xD

м♥ disse...

concordo plenamente, acho que ambos podem existir ao mesmo tempo. a paixão só desaparece se nós quisermos

m disse...

também não acredito que são mutuamente exclusivos. recuso me a acreditar nisso. não se pode viver so de paixão durante muito tempo, é verdade, mas amor sem (nem que seja só) um bocadinho de paixão, é amizade.

♥ Guida disse...

Ah pois! Ou coexistem ou sopas. Só percebi isso há pouco tempo.


Beijinho ó Cat apaixonada!

S* disse...

Pois eu gosto de acreditar que os dois andam sempre de braço dado, quais melhores amigos!

Hermione disse...

concordo em absoluto contigo cat. como eu às vezes digo 'amo-te e estou a apaixonada por ti' =) e é paixão para durar já quase 3 anos, por isso... =)

Cat disse...

Jedi, claro que há paixão e paixão e toda a gente sabe que aquela fase inicial tem mesmo de ser só uma fase, senão nem o corpo aguenta. Mas acho que é possível mesmo depois dessa fase, continuar MUITO apaixonado.

Irina, hum, percebi muito bem tudo o que disseste :) eu tenho fases de alergia à estabilidade, outras - como agora - em que não. Portanto acho que pode ser possível conciliar tudo :)

Lady Me, isso dos prazos também tem que se lhe diga tem. Nunca ouviste dizer do género "aos 7 meses há sempre uma crise".. LOL Como se as relações fossem todas iguais, que parvoíce. Que bom, querida :) Se está assim é porque é possível continuar :)

м♥ , acho que às vezes podemos não querer e acontecer à mesma. Mas se já acharmos, à partida, que vai acontecer e aceitarmos isso, vai de certeza.

m, já dizia a rita lee uma coisa parecida :)

♥ Guida, pelo menos, já percebeste. Beijo, Guidinha *

S*, siiiim!

Hermione, que bonito! :')

JB disse...

Concordo contigo Cat...Acho que quando as pessoas são perfeitas uma pra outra, apaixonamo-nos todos os dias por ela...Infelizmente na maior parte dos casos, as pessoas não se sabem escolher...ou encontrar..Bj

PS-não digas a ninguem que eu escrevi isto...isto deve ser das horas...

Rita disse...

Suponho que seja natural isso suceder, mas claro que preferia que não. O entusiasmo do desconhecido desvanecesse.. *

Red disse...

não acho que a paixão diminua com o tempo. pode ser menor em alguns momentos e algumas fases da relação, mas se vai sempre em decrescendo com o tempo... must not be a good thing.

ou já não diria o camões que o amor é o fogo que arde sem se ver.

:D so yeah, i'm into passionate love!

Olhos Dourados disse...

Eu acho que pode haver os dois.

Cat disse...

JB, pois, acho que tocaste na moche. O problema é não serem as pessoas certas...

Rita, gosto de acreditar que não.

Red, ooooh :) go girl!

Olhos Dourados, :)

Kikas disse...

sim, há relações em que é inevitável e que acontece o que descreveste. mas eu acredito - e acho que com razão, Cat! - que o amor e a paixão pode coexistir. isto se o casal não se desleixar para a relação, claro..

Henrique Marques disse...

A respeito disto faço minhas as palavras de W. B. Yeats:
NEVER give all the heart, for love
Will hardly seem worth thinking of
To passionate women if it seem
Certain, and they never dream
That it fades out from kiss to kiss;
For everything that's lovely is
But a brief, dreamy. Kind delight.
O never give the heart outright,
For they, for all smooth lips can say,
Have given their hearts up to the play.
And who could play it well enough
If deaf and dumb and blind with love?
He that made this knows all the cost,
For he gave all his heart and lost.