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20 de Novembro de 2009

O momento mais feliz da semana!


Bom fim-de-semana

meus donuts super fofos, cobertos de chocolate e de coraçõezinhos!

(Oooh, gostaram, gostaram?)




[ O meu antevê-se movimentado, especialmente Sábado à noite.
Porque quer chova, quer faça sol, o que faz falta é animar a malta!]



É que até escrevia, com amor, um texto dedicado a vocês!

Temos aqui um problema. Temos, não: tenho! Mas estou a tentar tornar-vos solidários com a causa. Como alguns sabem e outros não, tenho uns livros em atraso na rede de Bibliotecas Municipais de Lisboa. Um atraso pequeno, praticamente insignificante, perfeitamente perdoável, visto não sermos nós o país da pontualidade britânica.

A data de entrega era 27 de Maio de 2008. Como vêem, nada de especial. Nesse dia, não deu jeito. Nem no seguinte. Nem nos 540 e tal dias depois, mais coisa, menos coisa. Não deu jeito, pronto. É que eu ainda moro a uma estação de metro da Biblioteca mais próxima, não é coisa fácil, xuxus!

E venho aqui assumir em primeira mão: eu, Cat Maria, que tenho o nariz empinado, mau feitio que chegue e que consigo lançar chispas fulminantes pelos olhos, tenho vergonha de ir entregar os livros. Não consigo. Não consigo chegar lá e dizer eeeerg, estão um bocadinho atrasados e esperar para ver a cara da senhora ou senhor bibliotecário quando vir qual é o atraso. E muito menos gostava de estar lá e ouvir o que tem para me dizer depois.

So, that's the deal:
quem é o leitor mai'lindo, a coisa mai'fofa do meu coração, o maior kutxi kutxi kutxi kutxi do país que me quer ir entregar os livros? Engendramos um
a desculpa qualquer, podem dizer que são da vossa irmã que foi em Erasmus, passou a liderar uma rede internacional de tráfico de rins e nunca mais voltou ou que engravidou e foi viver com o namorado cigano numa caravana nómada ou que ingressou numa seita que planeia o suícidio colectivo. O que ganham com isso? Além de fazerem a vossa boa acção do dia, de se ficarem a sentir boas pessoas e de terem a minha gratidão eterna, claro que vos dou qualquer coisinha em troca. Estava a pensar...um chupa, um saquinho de gomas ou outro docinho à escolha. Uns quatro ou cinco, até.

Não é suborno mas não se esqueçam que eu vou ser médica. E olhem que dá sempre um jeitão conhecer um médico algures. Não sei, digo eu. [ Se usarem isto contra mim, eu apago o último parágrafo e nego até à morte, nha nha nha nha nha! ]





Oh, vá lá, vá lá, vá lá, vá lá, vá lá, vá lá, vá lá, vá lá, vá lá, vá lá, vá lá, vá lá, por favor!

[ Não cheguei a ler os livros. Dois já os tinha, só não sabia deles e o outro trouxe por engano!]



19 de Novembro de 2009

Vocês Segurem-me!


Isto não pode ser bom: descobri uma receita caseira de
Baileys, na net.

Não estão bem a ver o que eu gosto de Baileys. Vamos esquecer a parte de ter álcool, porque não é por isso (se fosse, ia ter também de mencionar a ginginha, as caiprinhas, o vodka preto, o martini branco...!).

Aquilo é o néctar dos deuses. Podia beber a toda a hora que não enjoava. Só de pensar... aquele sabor docinho, aveludado... q
uase me vêm lágrimas aos olhos!

Uma pessoa não compra Baileys para ter em casa, já por causa das coisas, bebe só quando sai. E depois, tragédia!, depara-se com a receita. Digam lá que não é coisa do Demo? Por isso vá, levem-me essa receita daqui em missão urgente, já já jázinho, antes que aconteça alguma catástrofe!




Aposto que vai aparecer um homem a dizer Isso é mesmo bebida de gaja!
Ja me disseram n vezes.
(Mal seria se eu não fosse uma, certo?)

18 de Novembro de 2009

Eu não estou aqui por causa do dinheiro, vim para me divertir.


É a frase mais ouvido nos sítios onde as pessoas vão deliberadamente e só para ganhar dinheiro: programas de televisão.


Não, não há mais nada para fazer lá, não há espectáculos de stand-up comedy, não há o Herman José (esse também já tem pouca piada, não é?), não há palhaços idiotas, não há nada disso.

Cá eu, para me divertir, não sei, vou ao cinema, jogo ténis, saio para dançar, vou lanchar com amigas...essas coisas parvas que não cabem na cabeça de ninguém que divirtam alguém. Inscrever-me, esperar para ser chamada e ir à televisão responder às perguntas de cultura geral de um apresentador gordo e um bocado parvo, não está incluído no Formas de Se Divertir da Cat.

Mas claro, cada um se diverte como pode.





[ Parece que há um bloqueio mental qualquer que impede as pessoas de dizer Vim aqui porque quero ganhar dinheiro. Que hipocrisia, darlings! ]

17 de Novembro de 2009

A Vida Para Uma Pessoa Sem Fonte de Rendimentos Própria.


Como eu, que sou estudante. Estudante explorada, ainda por cima, que apesar de andar por aí nas Urgências, ninguém me dá nada e ainda sou eu que pago (mil euros por ano de propinas!). Mas adiante, que não é esse o tema hoje. Vai a menina, toda airosa, no alto dos seus sete centímetros de salto (*), com o seu cabelo esvoaçante, Chiado acima, Chiado abaixo, decidida a pôr-se a par das novas tendências de estilistas de renome. Entra na Marc Jacobs - que é só o director criativo da Louis Vuitton - que abriu uma loja no Largo de São Carlos, com uma linha a preços mais acessíveis. Haver coisinhas muito bonitas, havia...! Mas só posso dizer:

Marc, fofucho, se isso é "acessível", vai morrer longe. Vais?
Temos conceitos claramente diferentes acerca da mesma palavra.




(*) Naaa, estou a brincar, ia de botas rasas que a calçada portuguesa não permite aventuras. Mas achei que ficava bonito na história, a compôr a imagem. Pronto, foi isso.



16 de Novembro de 2009

Os burros trabalham para ganhar a vida, os espertos assaltam supermercados!


Acho que nunca me tinha rido tanto a ver as notícias (é que é sempre com cada dramalhão!).

Parece que algures no Algarve, ia um assaltantezeco de trazer por casa (só pode!) decidido a roubar um supermercado. Espertinho, pensou entro por esta janela pequenina que ninguém me vê. Acontece que era pequenina demais. Azar o dele que ficou a noite toda entalado na janela pelas ancas , sem conseguir entrar e sem conseguir sair (e ainda por cima, com os pés no ar, sem os conseguir apoiar no chão). Pés do lado de fora, cabeça do lado de dentro. E só foi descoberto de manhã pelos funcionários do supermercado que tiveram de chamar os Bombeiros para o desentalar. Não lhe mostraram a cara mas mostraram-lhe o rabo, a ser socorrido pelos Bombeiros. Eu parti-me a rir.

É que já não há larápios competentes como antigamente!
Estes agora parece que tiram o curso por correspondência!





15 de Novembro de 2009

Insónias?


A melhor maneira de resolver isso rapidamente é ler um artigo científico de muitas páginas intitulado Initial treatment and prognosis of Kawasaki disease (*), que é o que estou a tentar fazer agora. É que, ui!, caem logo para o lado agorinha mesmo, que ainda nem são oito da noite, num soninho descansado e só acordam de manhã (que é o que me está prestes a acontecer!), tal é o interesse da coisa.






(*) Tratamento inicial e prognóstico da doença de Kawasaki, espectacular.


13 de Novembro de 2009

É que nem tenho mais nadinha para fazer!

... por isso era completamente desnecessário ter começado a ver Gossip Girl, assim como quem não quer a coisa, só p'ra ver como aquilo era. Para agora consumir episódios a uma velocidade estúpida, como se não achasse que aquilo é uma sériezinha de miúdas de liceu para miúdas de liceu (mas acho mesmo!).

'Tá bonito!




Bom fim-de-semana, meus muffins de chocolate, acabadinhos de sair do forno.



12 de Novembro de 2009

Acontece aos Melhores!


Mas aconteceu-me a mim que nem sou das melhores a conter-me.

Nas Urgências de Ortopedia, na segunda-feira, no Curry Cabral, apareceu um doente chamado Fodê. Não era português, era angolano. Sou muito básica, eu sei. Mas tive de me partir a rir quando o médico que estava comigo, chamou no intercomunicador " Senhor Fodê ao gabinete 5". [Mas ele também se riu, que eu vi!]




11 de Novembro de 2009

Sem Título.


Perdemos tantas pessoas - não no sentido fatal da palavra! - ao longo dos anos que, para não me chatear demasiado, gosto de pensar que é uma inevitabilidade da vida. Como que um processo de selecção natural: se mantivéssemos todos os amigos que criámos ao longo da vida, não teríamos tempo para eles. O que é, em certa parte, verdade. É um processo natural.

Longe vão os sweet sixteen que, para mim, foram uma época maravilhosa nesse sentido. Nessa altura, tem-se os melhores amigos do Mundo, tive dezenas de amigos muito próximos. A amizade era o valor e expoente máximo. É uma ingenuidade boa até... mas não dura para sempre. Na altura, tinha a certeza de que todas essas pessoas, que me eram tanto, nunca iam desaparecer da minha vida, nunca me iam desiludir, eu nunca os ia desiludir, nunca nos íamos afastar ou trair. Nem pensava nas outras causas, sem grande explicação, que são assim porque pronto, tem de ser, porque as pessoas mudam, porque têm menos tempo, porque se afastam fisicamente, porque ficam muito tempo sem se ver, porque deixam de partilhar interesses, porque surge um desconforto e um silêncio constrangedor quando se reencontram.

Conhecem-se outras pessoas, sim. Há sempre novos amigos. Mas eu própria sou também uma pessoa diferente que já não me dou da mesma forma de quando tinha essa
idade nem sinto as coisas com a mesma intensidade (e ainda bem, a sério!). Mas adoro ainda ser surpreendida. Há sítios que já considerávamos pequenos demais para nós - que presunção, Cat! - que sempre conhecemos e que julgávamos já não ter nada de interessante para nos dar...quando de repente se descobrem pessoas que sempre soubemos que existiam mas que não conhecíamos (e vale tanto a pena!).

Conservo alguns e muito bons amigos da adolescência que são suficientes porque são bons, valha-nos isso! [Mantenho a minha melhor amiga desde os quatro anos, com a mesma cumplicidade de sempre, só para se roerem de inveja!]. Mas não consigo deixar de sentir aquela nostalgiazinha pelas pessoas todas que já lá vão, que nem sei onde páram ou o que fazem, algumas.




10 de Novembro de 2009

Já...?



Anúncios de brinquedos a toda a hora para as criancinhas darem cabo da cabeça dos pais? Árvores de Natal à venda? Prateleiras de hipermercado cheias de Ferrero Rocher e Mon Cheri?

Compras de Natal, JÁ? Nem pensar. Compras de Natal que são compras de Natal são no dia vinte e três de Dezembro. Senão, onde ficava o stress, as bolhas nos pés de entrar e sair em lojas, o Ai Jesus, que a noite de Natal é já amanha!, o desespero? Naaaa! Coisas com demasiada antecedência não são para mim.






8 de Novembro de 2009

Estranho (Ou Pelo Menos Devia Ser!)...


é sentirmo-nos na obrigação de quando convidamos um amigo para beber café,
anexar ao convite a frase se a tua namorada não se importar, claro.



[ E ele responder em conformidade!]


6 de Novembro de 2009

Menina do Papá.


É o que eu sou e sem vergonha. O meu pai é a pessoa de quem g
osto mais, no Mundo. Claro que é por ser meu pai. Mas é por mais do que isso: é por ser a pessoa que é. O meu pai sabe como estou sem precisar de me perguntar (ou isso ou tem uma rede de espiões atrás de mim!). Suspeita que estou mal mesmo quando disfarço (excelentemente bem, devo dizer!) e consigo enganar toda a gente, até a minha mãe.

O meu pai gosta de me dar abraços apertados, gosta de me ir buscar ao comboio quando chego à sexta-feira. Gosta de acender a lareira quando chego, no Inverno, porque sabe que é das coisas que sinto mais falta em Lisboa e sei (fonte secreta também!) que morre de saudades quando fico um fim-de-semana sem ir a casa. O meu pai gosta de assinar , O Pai no final das mensagens, como se fosse preciso. Comove-se quando eu lhe envio postais, à moda antiga, nos anos e no Dia do Pai, a dizer-lhe coisinhas bonitas e telefona-me a dizer que só lhe apetece emoldurá-los. O meu pai morre de orgulho em mim, tanto como eu nele!, e conta em todo o lado e a bom som, coisas que faço que acha serem dignas de registo. Uma vez, pagou uma rodada aos amigos por eu ter passado num exame complicado com distinção. O meu pai sabe dizer-me as coisas certas. Sabe lidar comigo. Tem uma sensibilidade que se adequa em todas as situações à pessoa que eu sou e àquilo que preciso que ele me seja.

Ele não vai ler isto (assim também não corro o risco de ele ficar todo snob, todo ah e tal, sou o maior!). Apesar de ser a filha mais velha, sou a princesinha do meu pai. Adoro. E tenciono que continue a ser assim. Pleeease.






Bom fim-de-semana, meus triângulozinhos de Toblerone!






5 de Novembro de 2009

Ou Os Meus Mamilos Têm Algum Defeito...


... ou são os das meninas da Playboy que têm.

São sempre abusada e assustadoramente grandes e espetados!

(Parece que dão para pendurarem o casaco! Ah espera...qual casaco?)





4 de Novembro de 2009

A Classe Não se Compra Nem se Vende.

Ou se tem ou não. E a prova viva disso é o Cristiano Ronaldo. Por muito rico que seja - e muito mais que venha a ser - por muita pochette Louis Vuitton, muito fato Hugo Boss, muita cuequinha Armani, por muitos Rolls Royce que conduza...ninguém lhe tira o ar de guetto.




3 de Novembro de 2009

Se Não Há é Porque Não Há...


Mas se há...


Por ser estudante do 5º ano de Medicina, tenho direito a receber vacina da gripe A, fazendo parte de um dos tais grupos ditos prioritários. Recebi um e-mail a perguntar se ia querer recebê-la - para terem uma estimativa de quantas doses vão ser necessárias. E agora, não sei. Assim de repente, sim, quero, que eu não sou muito de ir nesses boatos que por aí circulam. E costumo achar que as teorias da conspiração são coisa de pessoas com muita imaginação e pouca coisa para fazer. Mas, se dentro da própria comunidade médica há dúvidas e não há uma fonte fidedigna de informação (ou nem todas as fontes fidedignas partilham da mesma opinião!). Hmm...




2 de Novembro de 2009

Mais do que em Grandes Epopeias Românticas que Moveram Nações


...cada vez mais acredito que as
verdadeiras histórias de amor se constroem nos pequenos gestos. Nos do dia-a-dia, inesperados. Porque o dia-a-dia nem sempre é um filme romântico e precisa de substância. De pequenas surpresas, pequenos mimos que não temos a certeza de merecer. Precisa do ramo de gerberas cor-de-rosa que ele tira de trás das costas, sorridente, quando lhe abro a porta. Precisa das cartas de amor que lhe escrevo. Precisa da caixa de chocolates que me enviou.

Precisa daquele passeio ao nosso sítio preferido, do jantar-surpresa relaxante no fim de um dia de loucos, daquela massagem que sabe divinamente bem. Precisa das comemorações que não são em dias de data a assinalar. Precisa de sessões de mimos gratuitas, precisa do Afinal conseguiste vir!, daquela foto impressa em tamanho A4. Precisa daquele presente - sem valor monetário - mas com um valor sentimental que não há dinheiro que pague. Do pequeno almoço na cama, daquela música que traz lembranças, de velas acesas, de um bilhete deixado subrepticiamente no bolso do casaco.








1 de Novembro de 2009

'Bora Ficar em Coma Diabético?


Mas alguém consegue dar cabo duma lata de leite condensado inteira,
sozinho, às colheradas (de sopa), sem remorsos e sem ficar enjoado?


[ Além de mim, claro! ]




30 de Outubro de 2009

Hoje Era Só Isto.


Finalmente...


Bom fim-de-semana, meus sconezinhos com doce de amora.

(E obrigado, pessoa maravilhosa que inventou o fim-de-semana! Beijinho em si também!)







29 de Outubro de 2009

Oh, Inocência!


Até bastante tarde (vá, até aos oito) vivi enganadíssima. Pensava que se dizia umbigo porque se falava de apenas uma unidade. Porque se nos referissemos a dois, diríamos dois bigos.

A coisa sempre passou despercebida aos meus pais porque, em oito anos, nunca houve uma situação em que alguém se referisse a umbigos no plural. (Nem depois disso, acho eu!). Nunca estranhei não se dizer "limpa a uma boca!" ou "assoa o um nariz" e o umbigo ser a única parte do corpo em que interessava quantificar.

O meu namorado quando era pequeno, por se chamar Pedro, queria ser pedreiro. Pedro, pedreiro, estão a ver? Não é fofo?

Alinhar ao centro

Suri Cruise


Aiii... que saudades de ficar com bigodes de leite, comer pão com Tulicreme, ver o Dartacão e A Navegante da Lua, andar de baloiço e acreditar em fadas.

28 de Outubro de 2009

Auch!

Grande Reportagem, do último domingo à noite. África. Sobre irmãos órfãos que subsistem sozinhos porque o pai e a mãe morreram de SIDA. A maioria, crianças, ainda nem adolescentes. Construíram a casa em que vivem, fizeram os próprios móveis, sobrevivem de pequenos biscates que fazem aos vizinhos, às vezes o mais velho lá consegue um trabalho mais fixo. Pagam a água potável que bebem e chegam a passar perto de um ano sem comer carne. Alguns ainda vão à escola mas a maioria já não. Não sabem de que é que os pais morreram. Dizem que não lhes disseram mas parecia malária! O sonho de uma das famílias de irmãos (rapazes) era ter uma bola de futebol.

À pergunta O que é que vos faz falta?, respondem Nada... Quer dizer, só se fosse... Não, não, nada, nada!

E eu sinto-me pequena, mínima, minúscula, insignificante. E envergonhada.




27 de Outubro de 2009

É Que Dava Para Regar Uma Travessa de Bacalhau com Batatas a Murro!


Não há nenhuma programa que veja na tv. Excepto um que nunca perco: Ídolos. É uma hora inteira a rir, garantidamente. Gratuitamente. Adiante as desgraças vocais - que dizem que naum é a opiniaum do júri que me bai deitar abaixo, eles naum percebem nada de música! - as loiras platinadas com as raízes pretas com 5 centímetros, as barrigas a sair dos tops excessivamente justos, as saias desesperadamente curtas, as mamas super apertadas, a querer saltar do decote e ir conhecer o Mundo, a maquilhagem excessiva, ele é batom vermelho com blush laranja com sombra azul com risco cor-de-rosa. Eles com cabelos com tanto gel que quase escorrem, alguns com uns apontamentozinhos de cor capilares, o conjunto de chapéu ao lado e gravata à wannabe, o brilho ofuscante do brinco à Cristiano Ronaldo, isto quando não há também o terço azul-bebé... não há quem aguente!

Não é intenção vir aqui armar-me em boa. Mas também não vou para a televisão exibir-me ou dizer que tenho um estilo fabuloso, fantástico, fresco e actual e que basta olhar para mim para ver que tenho potencial para ser o próximo ídolo de Portugal. Há que ter a mínima noção sobre o que nos faz cair no rídiculo. Há coisas que é impossível achar que ficam bem (como pneus de fora!). É que nem cá nem em nenhuma parte do Mundo! Cada pessoa pode usar o que quiser, sim, bla bla bla, mas quando a modéstica é pouca... arriscam-se mais ainda! E quando dizem que o Manuel Moura é mau... Maaaaaau? O máximo que ele diz sobre o estilinho é "és um bocado azeitolas". Um bocado? Aquilo, se be
m espremido, dava uma garrafa inteira de azeite, de litro e meio!





26 de Outubro de 2009

A Mim Não Me Apanham Nessa!


Vim agora da minha tarde de trabalho de parto, no Bloco de Partos do HSM. É só o segundo parto que assisto no espaço de um ano. Se pensava que o primeiro tinha sido assim pro sujinho... Este foi mil vezes pior. Um festival de sangue e fluidos não identificados. Uma cascata de sangue que jorrava por entre as pernas daquela mulher! A ventosa, para puxar a cabecinha do bebé, puxada com uma tal força bruta (mas necessária) que se descolou. Raio do puto, que não queria sair! Depois, lá veio, roxo e enrugadinho. No primeiro parto a que assisti, mal saiu a Inês, tão pequenina, foi uma emoção. E, apesar de tudo, pensei logo "valeu a pena". Desta vez, depois de uma coisa tão sofrida, o único pensamento que ocupava a minha mente era "os meus filhos vão nascer de cesariana de certeza absoluta!". Parto natural, como a Mãe Natureza quer é uma filosofia muito bonita (especialmente quando não sonham com o que as espera!) mas não, obrigadinha, passo a vez!



Penelope Cruz




[ Logo eu, que quero ter, no mínimo, três! ]


25 de Outubro de 2009

A Loucura que Eu Fiz Pelos U2


... acordar antes das 10h da manhã a um Sábado

Gosto de U2. Gosto bastante até. Mas nada de fanatismos ou loucuras. Por isso, para mim, isto é o equivalente a ir acampar para a porta da Fnac toda a noite - uma violência!




Ah, não consegui bilhetes... Estava impossível, o site. A primeira mensagem diferente, que aparece, depois de montes de tempo a actualizar a página, a tentar entrar foi Bilhetes Esgotados. Está certo.

23 de Outubro de 2009

Duzentos e sessenta e dois mil e oitocentos segundos.


Eu e o P. fazemos amanhã dois anos de namoro
. Não damos muita importância a datas, há meses em que até deixamos passar o dia 24 sem nos lembrar (por isso, não, não é um problema exclusivamente masculino!). Mas dois anos são dois anos! E ainda me sobe um arrepio pelas costas quando me lembro como foi o dia 24 de Outubro de 2007. E em tudo o que era antes, que eu pensava ser óptimo, como se fosse possível sentir a falta de alguma coisa que nunca se teve. E em tudo o que foi depois. E é. E, vocês já sabem que sou assim, praticamente a mulher ideal, sem uma ponta de mau feitio, nada complicada. Perfeitíssima, claro! (cof cof) e, ainda por cima, de fazer parar o trânsito (super duplo cof cof)... Mas ainda assim, tenho bem noção da muita muita muita sorte que tenho.

Por isso, vou só ali namorar o fim-de-semana todo e já venho.

Bom fim-de-semana, meus marshmallows derretidos.



Foto do Deviantart, daqui.


[ Post lamechas a não ser usado contra em mim no futuro. Nem que eu mereça, sim? ]


É Que Era Só o Que Faltava!

Agora uma pessoa não pode não ser católica ou religiosa. O Saramago pode pensar, dizer e escrever o que quiser. Quem se sentir ofendido, não compre o livro. Guarde os trocos que custa Caim para uma Bíblia. Simples e eficaz. Eu estou ansiosa por ler. E não, não é por esse motivo, é porque é do Saramago e eu adoro Saramago. E o senhor deputado que "sugeriu" que ele renunciasse à cidadania portuguesa, devia era ir dar uma voltinha ao bilhar grande, ver se chove. São misturas esquisitas, essas, de nacionalidades e religiões.

[ Se eu lhe dissesse o que penso da Bíbilia, o senhor ia logo buscar alho,terços, água benta e um exorcista! ]




22 de Outubro de 2009

Dilema Resolvido


Aquele dilema(ziiiinho) com o vestido para o baptizado (aqui!) já está resolvido. Sempre fui devolver o vestido que tinha comprado e vou levar um que já tinha. Falta só comprar sapatos (naaaa, não se nota nada!). Cinzentos, em principio e um acessóriozinho, tipo um fio. Não se percebe na foto: a parte de baixo do vestido é aos folhos e a malinha é da cor da faixa. Cor-de-rosa, só podia.




Vou morrer de calor, ai vou, vou!


21 de Outubro de 2009

Mails a despachar que foi um ar que lhes deu!

Ai q'a nervos! Nem sequer abro. Selecciono e apago logo:

Correntes de sorte e de azar e de amor e "a Maria Joaquina da Esquina não enviou o e-mail e por isso morreu nessa noite, às 00h00 com um raio que caiu do céu e lhe acertou em cheio na cabeça" ou "se não enviares este e-mail a todos os teus contactos, o teu telefone vai tocar ao mesmo tempo que vais começar a vomitar ratos, a caminho de uma morte dolorosa". É que não tem espaço nenhum na minha mente como é que alguém abre um e-mail tão estúpido o reenvia a montes de pessoas.

E-mails nos quais tudo é piroso
: o título é piroso (bem ao género "Feliz Dia do Amigo!"), o texto é piroso, as frases feitas são pirosas, a mensagem é pirosa, os bonequinhos e ursinhos cintilantes e corações que aumentam e diminuem e que brilham, aparecem e desaparecem são nojentos e que terminam com um "Envia para todos os teus amigos que adoras
e, se és mesmo meu amigo, reenvia-me a mim também!". Ora aí está, isso é que é uma prova de amizade verdadeira! Conhecem-se desde os três anos? Estiveram ao lado um do outro em todos os bons e maus momentos? Ahh, não interessa, não reenviaram o mail, não são amigo, não quero saber! Até admito que poderia abrir ou mesmo reenviar...mas para aí aos treze anos, não aos vinte e dois (sim, essa idade avançada que é a minha!). Por isso, se são mesmo meus amigos, não me enviem mails desses senão vomito! Isso sim, é uma prova de amizade (minha e da minha saúde mental).

E-mails com aquelas notícia-bomba
que são mentira e que toda a gente sabe que são mentira porque foram boatos lançados tipo... há dez anos. Como aquele da droga das violações, que afinal é um medicamento para cavalos e que anda por aí um gang a pôr isso nas bebidas das raparigas nas discotecas. E depois ficam paralisadas e são violadas e acordam sem se lembrar de nada. Toda a gente sabe que isso é uma grande tanga e que o medicamento, nem sequer existe.


E-mails com avisos de vírus (tirando os escassos que são verdadeiros) que também circulam desde o tempo em que as vacas tinham dentes, muito assustadores. E também mails com o famoso e tão batido " Se não reenviares este e-mail a 2847242836487264 pessoas em 0,27326347236 segundos, o MSN vai apagar a tua conta " (também existe na versão Hotmail em vez de MSN). Era uma sorte até, os meses e meses que eu passo sem ir ao messenger!

E-mails com ofertas fantásticas. É que é só pessoas ricas por aí que, como não sabem o que fazer com o dinheiro, decidem distribuir telemóveis topo de gama, pelo Mundo, a quem reenviar mais e-mails.






20 de Outubro de 2009

Haamm...



... o que será que os chineses chamam às lojas dos chineses?




Lucy Liu




19 de Outubro de 2009

Expliquem-me Como se Eu Fosse Muito Burra.

Fiquei deveras chocada por saber que as freguesias com menos de 150 eleitores votam de mãozinha no ar. Devem estar a gozar! Ainda por cima, quanto mais pequeno é o sítio, mais as pessoas se conhecem, mais estão sujeitas a "pressões". E, como se não fosse suficiente, votam uma semana depois do país ter votado. Aquele treta do voto ser secreto e bla bla bla whiskas saquetas, esquece lá isso!

Ou há algum motivo que faz todo o sentido e que eu (burra!) não me estou a lembrar ou ...não acho normal!




18 de Outubro de 2009

Isto de brincar aos médicos anda a ficar uma coisa séria!

E eu sou quase uma criatura omnipresente. Amanhã nas urgências de Cirurgia do Amadora-Sintra? Estou lá! Quarta-feira no banco de Pediatria do Hospital Garcia da Orta? Estou lá! Na próxima segunda-feira a assistir um parto no Hospital de Santa Maria? Estou lá também. Banco de Ortopedia no Curry Cabral? Também. Vêm aí umas semanas calminhas, portanto.

Por isso, se partirem qualquer coisinha, tiverem apendicite, o vosso pequeno rebento tiver qualquer maleita ou se estiverem prestes a dar à luz, podem cruzar-se comigo.

Tenham medo, tenham muito medo. Eu tenho.



Izzie Stevens, da série onde os médicos têm sempre
bom aspecto, independentemente dos bancos que façam.


16 de Outubro de 2009

Como não sou nada infantil...


... passei a viagem toda a caminho de casa, contorcida a tentar não me partir com a rir com a rapariga que vinha a dormir, no lugar ao lado do meu e a cair violentamente com a cabeça no meu ombro (e no vidro, do outro lado, pimba!). É que foram duas horas com a cabeça a cair em todas as direcções, sem conseguir passar a um estado menos sonolent
o! Consegui não soltar uma gargalhada sonora. Mas por pouco.



[ E nem o facto de, eu própria, acordar tantas vezes, no comboio,
a fazer as mesmas figuras que ela serviu de atenuante!]


Bom fim-de-semana, meus quequezinhos de laranja!
(Gostaram?)




15 de Outubro de 2009

Facto a Registar!


O meu pescoço pode ser magro demais (que quase se a tiróide!), a minha testa alta, o meu queixo alongado, o meu nariz arrebitado, as minhas unhas serem quebradiças, os meus braços terem marcas de vacinas e de varicela, ter uma cicatriz na perna direita...

...mas
(muita atenção a este momento!)... o meu segundo dedo do pé é mais pequeno do que o primeiro e isso, já ninguém me tira!





Selo


O Swadharma, do A Place Like Home, esse grandessíssimo amoroso e a minha querida Bê,
do Cantinho da Bê
deram-me este selo. Obrigado, adorei!




Regras
1. Postar o link de quem indicou
2. Postar o selo
3. Passar o selo a 5 blogs perfeitinhos
4. Responder às perguntas:


Mania: decorar os nomes de todas as ruas e ruazinhas por onde passo.

*
Pecado capital: preguiça!

*
Melhor cheiro do mundo: terra molhada.

*
Se o dinheiro não fosse problema: passava o resto da vida a viajar.

*
História de infância: tinha os meus 10 anos quando, com a minha melhor amiga, tivemos a (pouco) brilhante ideia de experimentar fumar. Então enrolámos duas folhas de papel, aproveitámos uma saída da minha mãe e acendemo-las na lareira. Foi péssimo, claro. E foi assim, o dia em que fumei papel.

*
Habilidade como dona de casa: nenhuma, zero mesmo.

*
O que não gosto de fazer em casa: limpar, lavar, fazer a cama, aspirar... estão a ver?

*
Frase preferida: Ama onde a estrada começa, Mario Cesariny

*
Passeio para o corpo: SPA!

*
Passeio para a alma: campo, praia, aldeia, tudo o que seja longe da cidade.

*
O que me irrita: ui...coisinhas pirosas, daquelas mesmo mete-nojo, frases feitas, a repetição da palavra tipo na escala em que a minha irmã o faz (palavra sim, palavra não), kizomba, pessoas snobs e mosquinhas mortas.

*
Frases ou palavras que uso muito: Desculpa o atraso!

*
Palavrão mais usado: M*RDA!

* Vou aos arames quando: me tentam convencer de que não tenho razão, tendo eu a certeza absoluta.

*
Talento oculto: acho que não era má de todo a representar, durante o tempo em que o fiz.

*
Não importa que seja moda, eu não usaria nunca: transparências sem nada por baixo, camisinhas betas, sapatos de vela, cruzes ao peito, rendas e redes e coisas altamente góticas.

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Queria ter nascido a saber: cantar. É um grande desgosto.


Passo o selo aos seguintes blogues perfeitinhos:
Somewhere over the rainbow, da Ritinha
Aqui continua a haver de tudo, da Kikas
Um lugar chamado Aqui, da Rosie Dunne
360º, da _Malinha viajante
Breathing Fellings, da Hermione


14 de Outubro de 2009

O que é Nacional é Bom (será?)



Ora vejamos algumas características tipicamente portuguesas.

1) Português que é português consegue encontrar sempre algo a que denomina "sorte" no meio de uma imensidão de azar.

O X morreu? Foi o melhor, ia ficar cá para ficar entrevado, coitado!
O Y ficou entrevado? Que sorte ter sido só ele, já viste se fosse a família toda?
Rebentou um foguete na cara do Z e ele ficou cego? Também, mais vale isso, para ver a miséria que anda aí.

2) Português que é português chega sempre atrasado. (Sou uma excelente portuguesa neste ponto!)

3) Para português que é português, os limites não são os limites do bom senso nem os limites legais. São sim, aqueles pelos quais não será sancionado. Se a velocidade limite for 90 km/hora mas só houver multa aos 110km/hora, o português conduz de consciência tranquila, a essa velocidade.

4) Português que é português não toma banho depois de comer porque tem medo de ter uma "congestão". [Ideia tipicamente ibérica, não há referências bibliográficas médicas a tal coisa no mundo.]

5) Português que é português adora queixar-se, lamuriar-se, protestar, rezingar. Mas, apesar disso, quando tem oportunidade de levantar o rabinho do sofá e mudar alguma coisa, tá-quieto-ou-nada!

6) Português que é português tem sempre debaixo da língua, prontinha a sair, uma frase feita que é vaga e que não quer dizer absolutamente nada.

[Então, como vai a vida?]
Modalidade 1: Nem bem nem mal.
Modalidade 2: Cá se vai andando...
Modalidade 3: Vai tudo na mesma, como a lesma.

7) Português que é português não perde oportunidade para trabalhar pouco ou menos, sempre que pode.

8) Português que é português não perde oportunidade de assistir a uma tragédia, sendo mesmo capaz de parar o carro numa via rápida só para ficar a assistir à prestação de socorro a um acidente. Isto justifica os chamados ajuntamentos.

9) Português que é português é chico-esperto e acha que está a ter aquela ideia brilhante (geralmente para se safar de uma situação) que ainda ninguém teve.

10) Português que é português não permite que façam pouco de si próprio. Venham para Portugal fazer apanhados tipo Candid Camera que vai ser vê-los a correr para salvar a pele.






E mesmo posto isto tudo, adoro tanto ser portuguesa que nem sei explicar (não estou mesmo a ser irónica). E, quando olho à volta, devo ser das poucas pessoas (pelo menos da minha idade) que não está ansiosa para ir trabalhar ou morar para outro país o mais rápido possível.