1 de abril de 2009

Memória Curta


Passei uma tarde inteira a ler a pilha de diários antigos. Tive, dos 12 aos 18 anos, a mania dos diários. Escrevia quase todos os dias, tudinho o que me acontecia.
E ri-me tanto. Ri-me até às lágrimas. Ri-me até estar agarrada à barriga. Ainda não consegui parar de rir. A rir-me das coisas que tinha a certeza saber, das verdades absolutas. A rir-me das coisas e pessoas de quem já nem me lembrava.
A minha adolescência toda registada, é obra. A primeira pérola é logo na primeira página:


Este é o meu diário privado. Se fores suficientemente nojento para o ler, não te surpreendas com aquilo que possas encontrar escrito sobre ti.


Incrível a flutuação de humores, amores, gostos e desgostos. Incrível a rapidez com que as coisas aconteciam e a intensidade com que se viviam.


Já nem me lembrava que tinha tido uma adolescência tão conturbada!


4 comentários:

Rita M. disse...

Eu de vez em quando leio um que tenho.
No final do básico eramos um grupinho de 4 amigas. cada uma tinha um diário e os 4 diários iam rodando por todas a cada semana. É mesmo giro.

mary disse...

eu tenho pena de não ter deixado escrito essa altura... mais não fosse para poder rir-me agora e lembrar-me de tantas coisas que naturalmente vamos esquecendo com o passar do tempo...

Mariana disse...

gostei do blogue:)

bj

Charlie, The Sinner disse...

Meu Deus, eu também tive diários e os meus dão-me vontade de chorar, tais são as asneiras que leio! Que triste que era...

Beijinho