17 de abril de 2009

Tudo na Mesma ou Três Constatações Depois de uma Tarde a Deitar o Olho à TV Nacional

1 - O João Baião continua com a mesma energia (dito desta forma, até parece uma coisa boa) histérica.

2 - À tarde, continuam a dar os ditos "programas da tarde". Bons, bons. Precedidos e sucedidos por novelas.

3 - O melhor que passa nos canais nacionais é a publicidade.

Especialidades

É "mal" geral. Há poucas pessoas que, depois de saberem que és de Medicina, não te perguntem: E já sabes qual é a especialidade? É uma bela pergunta, sim senhor!
Quando entrei pensava que queria Pediatria (80% das caloiras quer, não é portanto um facto a valorizar!). Agora, à medida que vou tendo contacto com as especialidades, surge o dilema de gostar de tanta coisa, que estou sempre a mudar de opinião.
Às vezes respondo que não sei. Outras respondo, assertivamente, uma especialidade. Outras digo que me interesso por esta ou aquela, entre as duas ainda não decidi.
Até já aconteceu a minha mãe ouvir-me responder "...gia" a uma pessoa e dizer "O quê? Mas ainda a semana passada querias ser outra coisa!".

Não gosto de tudo, é verdade. Há meia dúzia que excluo logo à partida, por já ter tido a oportunidade de experienciar, e ter detestado. Mas no geral, diria, que a lista não é muito pequena:

Psiquiatria
Pedopsiquiatria
Pneumologia
Pediatria
Ginecologia/ Obstetrícia
Anestesiologia
Medicina Interna
Gastrenterologia
Neurologia
Nefrologia
Hematologia
Medicina Geral e Familiar
Otorrinolaringologia


Psiquiatria não está em primeiro lugar por acaso. Estou a ter Psiquiatria agora... e estou a gostar tanto que até ando a alucinar com isso!
Das outras especialidades, já tive contacto com a maioria. Das que não tive, quando tiver, são sempre passíveis de sair da lista. Estou só a idealizá-las, como idealizava Pediatria que, apesar de não ter sido descartada, não correspondeu bem às minhas expectativas. Assim como existem outras susceptíveis de entrar.
Em relação a Medicina Geral e Familiar, não partilho da opinião generalizada e também de alguns colegas meus, que o trabalho do médico de família é passar papéis e atestados. Tive muita sorte com a minha tutora do Centro de Saúde, que era uma pessoa super dedicada. Claro que se pode sempre ser um médico de porcaria... A minha médica de família é uma parvalhona. Mas isso pode-se ser em qualquer especialidade.
Medicina Interna é sempre um destino provável para qualquer estudante de Medicina. Representa o não ter de abdicar do resto do corpo para nos dedicarmos só a um sistema de órgãos. É ter de saber tudo, para conseguir tratar tudo.

Hoje, quero responder: Psiquiatria

Mas para a próxima semana...não sei!


Nota: A entrada na especialidade, provavel e infelizmente, dependerá mais da minha nota do exame de acesso à especialidade do que da minha vontade.

16 de abril de 2009

Eu e o meu namorado temos uma política de solidariedade. Fazemos favores, daqueles que à própria pessoa custam sempre... mas ao outro, nem tanto.
Exemplo:
1. Eu dei um recado chato, dele a um amigo, com a desculpa de que ele não tinha saldo.
2. Ele desmarcou as reservas em meu nome, num hotel, sabendo eu há semanas e semanas que ia ter de desmarcar (mas deixei passar... até ficar quase para a véspera).

Ora tenho ali três livros de uma Biblioteca Municipal de Lisboa cuja data de entrega é / era / foi em Maio de 2008.

...E não é que ele mora perto da Biblioteca? Tururururu... (Ele é que ainda não sabe!)
Eu sou terrível e destesto pessoas como eu, incluíndo a mim própria, por ser assim. Estou inscrita em três bibliotecas e já aconteceu estar suspensa durante meses e meses, ao mesmo tempo, das três. Já para não falar destes três livros que tenho para entregar: "Ensaio sobre a Cegueira", tenho-o e já o tinha lido no mínimo umas três vezes, só que tinha-o emprestado, nesse momento; "Romeu e Julieta", já tinha lido também, para o Teatro e "A República" de Platão, enganei-me e não trouxe o original mas os resumos da Europa-América.
Eu sinto-me mal por ser assim, juro. Só que não consigo ser diferente.

15 de abril de 2009


Hoje era o dia em que eu, supostamente (*) iria à praia, pela primeira vez este ano.



É claro que já não vou.

Em vez disso, voltei foi a usar o meu casacão de Inverno que, tão alegremente, já tinha extraditado para o fundo do armário.

(*) De acordo com uma combinação feita, com outra pessoa, há duas semanas.





14 de abril de 2009

Ódio de estimação

O Homem já chegou à Lua há 40 anos e já transformou a SIDA numa doença crónica...mas ainda não inventou uma abertura de enlatados mais prática, mais rápida, mais fácil, menos perigosa e cortante, do que esta:




Eu sou estudante, cozinho muito mal e como enlatados todas as semanas.
Tenham pena de mim!...está bem?

[E quando a anilha se parte e a lata fica inutilizável?!]



12 de abril de 2009

Domingo de Páscoa

Hoje foi um dia muito importante e não foi por ser Domingo de Páscoa. Foi porque nos meus longos 21 anos de vida (para o tema de que se trata, 21 são anos mais do que suficientes!), vi pela primeira vez, este filme:

[ O E.T.]


E gostei tanto!
Em relação ao resto do dia: o almoço de Páscoa foi no Mac Donalds porque a minha família é extremamente típica e religiosa. Não costuma ser uma comemoração católica...mas o almoço, geralmente, é mais tradicional. Mas estávamos em viagem, foi por isso :)


10 de abril de 2009

Curriculum Vitae

Vou candidatar-me a uns estágios de Verão, em hospitais privados, organizados pelo BES, que é o banco associado à minha faculdade. Como tenho de entregar o currículo junto com a candidatura, fui tratar disso ontem, no site do Europass. Até aqui tudo bem. Acontece que dei por mim a pensar que não tenho nada na área para pôr no currículo. Estou a estudar? Sim. Há coisas que já poderia ter feito, mesmo enquanto estudo, e não fiz? Sim, também. O curso já é tão trabalhoso, já me bombardeiam com quantidades de informação tão grandes para o meu processamento mental... Quem me dera absorver tudo isso, quanto mais meter-me noutros projectos! O estágio agora interessa-me porque já tenho conhecimentos suficientes para um estágio me poder ser útil e para eu poder ser útil a alguém. Lá saltei a parte de experiência profissional, sem escrever nada... Nem um estágio científico, nem um estágio teórico-prático, nem nenhuma formação extra, nem participação em congressos ou seminários, nem em rastreios, nem em nada. Chego à parte de aptidões e competências pessoais e interesses e voilá! Nem sei por onde começar. Ora, algumas das coisas que já fiz: Escuteiros (mais valia andar na droga, digam, digam!, que já ouvi isso muitas vezes), rádio e jornalismo escolar, guitarra, dez anos de teatro amador, um ano no Chapitô, muitos outros cursos e workshops na área, um spot publicitário, curso intensivo de dança, mini-trampolins e tumbling, basquetebol, hospedeira/promotora em n eventos, interesse na área da fotografia e do mergulho. Não quer dizer que eu tenha sido boa nalguma das coisas que fiz. Mas os Srs. do BES vão pensar: esta gaja quer é rambóia! Medicina, nada. Claro que não pus todos estas actividades "extra". Aliás, não pus quase nenhuma... Só o Teatro (...facilidades de comunicação, bla bla bla).

Fico a matutar sobre o assunto. E também a achar que, a não ser que valorizem mais a ''diversidade de interesses'' do que o resto, não vou ser escolhida.


[E fico com o Verão livre para me dedicar a mil coisas! Yiiiiuuupi!]

9 de abril de 2009

Coisas que compreendo mal mesmo com uma boa dose de esforço #1


Os pais que dão o seu nome próprio a um filho.


[Isso só poderia acontecer comigo se eu me chamasse Matilde Maria Constança Laura Beatriz Margarida Mariana Inês Alice Joana Carolina Leonor Madalena que são todos os nomes que gosto para uma menina... ]



8 de abril de 2009

Sabes que o teu irmãozinho mais novo já está a ficar um homem quando...

...acordas e ele está de volta de chaves de fendas e parafusos a arranjar os estores da sala, tarefa que habitualmente cabe ao Pai. O cenário é ainda pior quando ele estranha a pergunta: "mas tu sabes arranjar isso?".

[Snif, há tão pouco tempo ele era tão pequenino. Nasceu em meados da década de 90 e agora já tem mais 6 cm do que eu, que sou a irmã mais velha!]

O culto da preguiça

Não é que eu ligue peva aos pecados capitais, nem sequer sei quais são, no total. Só sei que a preguiça é um deles. Acho mal. A preguiça devia ser um culto. Com templos para se ir preguiçar. Eu adoro ser preguiçosa. Adoro fins-de-semana, feriados, pontes (bendita invenção!), fins de dia e tardes sem aulas. Isso não faz de mim incompetente ou uma parasita da sociedade. Quando tem de ser, tem de ser. Mas quando não tem… faço o quiser. E o que eu quero fazer quando não tenho nada para fazer é: Nada, com N maiúsculo como símbolo de uma entidade superior. Adoro passar um bom dia de pijama em casa, sem ter de me vestir ou de me pentear. Adoro dormir! Consigo dormir 12 horas, 14, as que me deixarem. Adoro acordar espontaneamente, sem despertador, e pensar que posso voltar a adormecer até às horas que quiser. Adoro tardes no sofá de pijama, com uma embalagem de gelado, a ver comédias românticas americanas, de qualidade discutível. Adoro ficar a olhar para as estrelas fosforescentes do tecto do meu quarto, sem fazer mais nada, só a pensar. Adoro ficar dentro dos lençóis, quentinha, a ler um livro, só com uma mão de fora, a segurá-lo (e os olhos, já agora!). Adoro não mexer uma palha no sentido de fazer algo produtivo. Adoro e não vejo mal absolutamente nenhum nisso.

E quando penso que daqui a uns anos, quando passar da faculdade para o mercado de trabalho (sempre achei a expressão mercado de trabalho deveras interessante) as ocasiões para o fazer vão ser muuuuuito mais reduzidas do que são agora… Já para não falar dos 22 - só 22! - dias de férias, God!, que murro no estômago! Duas coisas que compreendo mal: o ser workaholic - NUNCA hei-de ser isso, nem em mil milhões de anos!, e os distúrbios de sono.


[foto de autor desconhecido]

7 de abril de 2009

Os dez filmes da minha vida


(não por ordem de importância)

1. O Fabuloso Destino de Amélie

2.
Sin City


3.
A Vida é Bela


4.
Cinema Paraíso


5.
Cidade de Deus


6.
O Pianista

7.
Seven

8.
Paris, Je t'Aime

9.
Voando sobre um ninho de cucos


10.
Os condenados de Shawshank




[Ainda não vi metade dos filmes dos últimos Óscares, admito!]



Na revelação do primeiro rolo da Lomo...


" Não revelei o rolo todo porque estava tudo a sair mal, as fotos estavam todas juntas e não as conseguia separar"


Ainda bem que não conseguiste!, digo eu.





6 de abril de 2009

Primeiro dia de FÉRIAS

... estou doente.

oh yes!


3 de abril de 2009

1 de abril de 2009

Livros #1

Ando a ler isto:


Respeito. Muito respeito!


Memória Curta


Passei uma tarde inteira a ler a pilha de diários antigos. Tive, dos 12 aos 18 anos, a mania dos diários. Escrevia quase todos os dias, tudinho o que me acontecia.
E ri-me tanto. Ri-me até às lágrimas. Ri-me até estar agarrada à barriga. Ainda não consegui parar de rir. A rir-me das coisas que tinha a certeza saber, das verdades absolutas. A rir-me das coisas e pessoas de quem já nem me lembrava.
A minha adolescência toda registada, é obra. A primeira pérola é logo na primeira página:


Este é o meu diário privado. Se fores suficientemente nojento para o ler, não te surpreendas com aquilo que possas encontrar escrito sobre ti.


Incrível a flutuação de humores, amores, gostos e desgostos. Incrível a rapidez com que as coisas aconteciam e a intensidade com que se viviam.


Já nem me lembrava que tinha tido uma adolescência tão conturbada!


31 de março de 2009

Reflexões #2


Os Clusters "normais" têm mais calorias do que os Clusters de chocolate.






30 de março de 2009

Estado Zen

Foi hoje...



... que, durante 75 minutos, transmiti todas as minhas más energias a uma pessoa, a quem paguei, para que as recebesse. Desde a cabeça até aos dedinhos dos pés.

[Eu e o P. estávamos com uns ciúminhos ligeiros, antes da massagem. Chegou um massagista para ele e uma massagista para mim e ficou logo ali o assunto arrumado!]


27 de março de 2009


Descobri que a coqueluche dos acessórios para cão (não é que eu tenha um cão... vi nas notícias) é qualquer coisa como uma coleira anti-latido. É activada pela vibração das cordas vocais e basicamente, dá choques eléctricos até o animalzinho, como bom pavloviano e fazendo jus aos seus reflexos condicionados, aprenda que o melhor é ficar caladinho.





Não inventam um colar do género para humanos?

É que há pessoas tão negativas que nos desalinham os chakras! (*)

(*) e que não compreendem os: “ah estou aqui a mexer no telemóvel” ou “estou a olhar para este poster gigante tão interessante sobre esta marca de sumos de fruta “ ou “estou a pensar na morte da bezerra e não quero ser incomodada” ou “estou a ler este panfleto que me deram sobre a Igreja Universal do Reino de Deus” que são dicas para: não quero participar neste complot contra o mundo nem dizer mal de tudo o que me rodeia num raio de 2 quilometros. Se compreeendessem não seria necesessária uma abordagem tão agressiva. Não, não.


26 de março de 2009


Há duas coisas pelas quais tenho desejos intensíssimos e com as quais sonho, no mínimo, uma vez por semana. São elas: sushi e um belo prato de caracóis. Para mim, sempre foi mais ou menos de senso comum que os caracóis só comem se no Verão. Mas... hibernam, escondem-se, têm uma organização super secreta que camufla a sua identidade de gastrópodes terrestres, no Inverno? Continuam no mesmo sítio mas ninguém quer andar de rabo à chuva a apanhá-los? Permanece um mistério. Para mim, pelo menos. Ainda por cima sabendo que existem estufas de caracóis.
Há umas semanas, de passagem por um dos sítios onde às vezes como uma pratada no Verão, vi que estava afixada a lista com os preços do pires e do prato. As minhas glândulas salivares ficaram supraestimuladas e eu, ansiosa, entrei e perguntei "têm caracóis?" quase com lagriminha ao canto do olho. A rapariga olhou-me como se lhe tivesse perguntado "tem cocó?" ou como se eu própria fosse um caracol gigante de óculos de sol. Ou qualquer outro género de coisa inesperada, descontextualizada e descabida. E lançou-me um "nãã-o..." com olhos de carneiro mal morto e com o subtexto de "claro que não, minha burra!". Esquecem-se do papel desde o Verão, ali afixado e enchem-me o coração e o estômago de falsas ilusões! (O que já agora é também bastante revelador da quantidade de vezes que devem limpar o vidro...). Devia processá-los! Depois disso, já vi outros quatro ou cinco sítios que descaradamente têm afixada uma folha A4 onde se lê: "Há caracóis!" que, para mim, representa uma notícia tão fantástica como "o bebé da Maria já nasceu". Ou vá, talvez melhor ainda. Notícia essa ilustrada por uma representação simbólica do bichinho, daquelas ao género do ClipArt. Claro que assumi que todos eles se tinham esquecido de tirar os papéis e resolvi não fazer novamente perguntas que aparentemente (para os outros) são bastante idiotas. Assim não pode ser notícia. Se o maldito papel passa lá todas as estações do ano, a amarelecer, como é que vou saber quando é que realmente "HÁ CARACÓIS!" ? É que eu preciso deles mal cheguem. O primeiro prato de caracóis do ano será meu! E, senhores das estufas, em vez de andarem aí a fabricar cremes anti-rugas com baba de caracol - que deve ser tão eficaz no tratamento das rugas como enfiar a cara sanita abaixo - façam-nos mas é chegar a mim, de preferência já cozinhados, antes do Verão!




Genial! :)



25 de março de 2009

NegritoHei-de ter um cão assim:


e vai chamar-se Fusilli

(Desculpem...mas Fusilli é tão nome de cão que nem sei como se atreveram a chamar isto a uma massa!)


Reflexões #1


Eu -
Nunca, jamais, em tempo algum, vou escrever como manda o acordo ortográfico!
Ela - Um dia, quando tiveres filhos, eles vão p'ra escola dizer: "A minha mãe escreve com erros"


24 de março de 2009


Estou a comer morangos.

Ahahahahah!


Já lhe chamaram "tens o fogo no cú!"


Eu ando rápido. Eu ando mesmo rápido. Quando ando sozinha na rua não consigo andar de outra maneira. Não consigo andar como quem passeia. Não consigo andar descontraída, a olhar à volta, para as pessoas (quem diz pessoas, diz casas, criancinha, árvores, bancos, pombos, semáforos ou qualquer outra coisa que se espere encontrar na paisagem de uma avenida movimentada de Lisboa). Vá para onde for, ando sempre assim. A primeira vez que percebi isso ia que nem flecha na calçada portuguesa quando um ilustre desconhecido me disse " Eh lá, que pressa!". Nesse momento, caí em mim e tentei ir devagar (nos cinquenta metros que faltavam até casa) para não provocar deslocações laterais de ar nas pessoas que me cruzassem em sentido contrário. Geralmente, e verdade seja dita!, é por andar sempre atrasada. Para mim todos os minutos na cama contam. Cinco minutos a mais na cama são cinco minutos a mais na cama. Até trinta segundos! Mas não pode ser essa a única explicação, tem de ser de mim, do meu metabolismo, das minhas junções neuromusculares, qualquer coisa do género, qualquer explicação bioquímica ou anatómica, lógica... Até porque já fiz a experiência do "vou sair de casa a horas de chegar pontualmente a tal sítio". E como não conheço o luxo de andar devagar, calma e relaxadamente, acabei por ir com a mesma rapidez e chegar antes da hora. Por isso continuei na mesma: sair tarde e ir depressa, já que tanto o resultado final como o processo de o atingir é sempre o mesmo. O caminho que habitualmente percorro é: calçada ladeada, do lado esquerdo, por carros - em primeira e segunda fila - e, do lado direito, por prédios de três andares, com lojas, cafés e restaurantes nos rés-de-chão. Não é um caminho muito largo. Cabem três pessoas ao lado umas das outras, quatro apertadas. E portanto, se há coisa que me faz ficar de cabelos em pé é ser travada, no dito caminho, por um grupo de velhinhos (sim, GRUPO!) a andar à velocidade que a idade permite. Pouca. Muita pouca. Não é nada pessoal, eu adoro velhotes, juro. Ou por um gang de carrinhos de bebé, ao estilo dogwalk mas com bebés em vez de cães e carrinhos em vez de trelas. Ou uma pessoa com uma criancinha de cada lado, pela mão. Mas não daquelas que correm em todas as direcções. Quem me dera! Das outras, as que ainda estão sempre a ir com o nariz e com a fralda ao chão (vão alternando). Ou um grupo de teenagers altamente indesejável, a rir alto e a falar mais alto ainda mas andar-rápido-que é-bom, nada! Quando finalmente há uma "aberta" para uma possível ultrapassagem, surge do lado esquerdo um talhante com aquelas peças de carne vermelhas, gigantes, cruas nos braços, a tentar descarregá-la do camião estacionado para o talho. Portanto também ele à espera de se atravessar no meu caminho. (Juro! Há cinco talhos nos sete minutos que separam a minha casa do metro). E se há coisa que eu não arrisco é contacto com carne, ali, assim. Começo logo a pensar em salmonelas e outras coisas tais. Quando todas as minhas esperanças se concentram no lado direito, aparece sempre uma banca de fruta ou de flores ou uma mini-esplanada. Às vezes arrisco uma ultrapassagem pela estrada mesmo, ao lado dos carros.

Aiii, Lisboa cansa-me a mente!



17 º


Mas há melhor coisa no Mundo do que isto?


23 de março de 2009

Momento do Dia #1


O Senhor E. entrou na consulta de Neurologia bem disposto. A primeira coisa que disse, depois de ver seis alunas de Medicina (e um aluno que, por ter o cabelo comprido, também quase marchava!) sorridentes, sentadas a olhá-lo de frente foi "Eu dantes era sempre o primeiro a escolher uma namorada, de entre as meninas bonitas." E a segunda: "Ia para os autocarros atrás das raparigas...". Viu que engraçámos com ele e deliciou-se a ser o centro das atenções. Durante a recolha da história clínica ainda lançou um "Você podia ser modelo" e outro "É muito bonita!", disparados em direcções diferentes. E no fim, em jeito de despedida disse " Agora tenho de dizer adeus às meninas todas" e já estava inclindo para a frente prestes a espetar duas valentes beijocas na cara de uma. Não fosse o Dr. João a pará-lo e éramos todas corridas a beijos!

Nota: O Senhor E. tem 83 anos. De outra forma, não poderia ter gracinha nenhuma (e ainda se arriscava a um pontapé entre as perninhas - se noutro contexto, claro!)


18 de março de 2009


Fiz 3 anos de carta de condução!
Oficialmente, quer dizer que já posso (passo a expressão!) praticar contra-ordenações muito graves.

Na prática, quer dizer que posso continuar a fazê-las, sem me preocupar tanto com isso.
Mas na verdade, o que deveria querer di
zer era que me iriam oferecer, como presente do aniversário de carta de condução, o meu primeiro carro:

O cinquencento pink da Fiat. Ou vá, a um preço mais acessível, também não me chateava se em vez do Fiat, me chegasse esta vespa:


E como a segurança é muito importante (e hoje em dia há aí com cada maluco!), podem incluir:







ou







ou



Da Agatha Ruiz de La Prada. Só um deles, de entre estes três, que é para não dizerem que eu sou exigente.
Tirando isso, e que o tempo continue bonzinho, não peço mais nada hoje, estamos combinados?




I
resolução de Ano Novo cumprida:
(ainda no primeiro trimestre do ano, fantástico!)

" inscrever-me num ginásio e ir ".


Foi ontem este grande feito para a História da Humanidade que fará de mim uma potência do fitness mundial!


7 de março de 2009


Beber café numa esplanada com uns óculos de sol gigantes, escrever, beber um copo, tocar guitarra, tirar fotografias, sentar-me à beira-Tejo, dormir, ir ao cinema, ouvir música ao vivo, conduzir com a música bem alto e a janela aberta, palmilhar a calçada de Lisboa ao fim-de-semana, ver montras, ficar a olhar para as pessoas, ler Fernando Pessoa, planear viagens (mesmo que não se concretizem), dançar, abrir todas as janelas de par em par e comprar girassóis. Férias e Sol, é a isso que convidam, descaradamente.