Há uns dias, uma doente levou a filha de onze anos com ela à consulta para lhe fazer companhia. Era uma miúda daquelas tão mal-educada, tão respondona, tão irritante, tão inconveniente, tão seilá que anulou logo o meu - já de si fraco - instinto maternal. E que obrigou a mãe a um exercício de inspira-expira para não lhe aplicar ali um par de tabefes. Uma espécie de gémeas do The Shinning em versão uma só.
Ora hoje andava Cat a fazer umas comprinhas no hipermercado... eis senão quando avista a pequena mafarrica a empurrar um carrinho de compras. E, por fatalidade do destino, o avistamento Cat/mafarrica também se deu no sentido mafarrica/Cat. Ela esbugalhou os olhos, Cat disse um olázinho e esboçou um aceno de mão e antes que ela pudesse guinchar, Cat pôs-se rapidamente em fuga a caminho da caixa registadora, via corredor-do-papel-higiénico. Ainda não tinha chegado ao fim do corredor, já toda a gente num raio de 20 metros, incluindo eu, ouvia o pequeno demónio a apontar para mim e a gritar: Oh mãeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee! Oh mãeeeeeeeeeeeeeeeeeeee! Anda cá rápido. Anda cá ver. Está ali a médica que estava na consulta no outro dia. Oh mãeeeee, anda cá ver a médica. Ó médiiiiiiiica! Ó médiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiica!
E ainda lhes chamam o melhor do mundo, pfff.


























