6 de agosto de 2012

desvantagens de uma cidade pequena.


Há uns dias, uma doente levou a filha de onze anos com ela à consulta para lhe fazer companhia. Era uma miúda daquelas tão mal-educada, tão respondona, tão irritante, tão inconveniente, tão seilá que anulou logo o meu - já de si fraco - instinto maternal. E que obrigou a mãe a um exercício de inspira-expira para não lhe aplicar ali um par de tabefes. Uma espécie de gémeas do The Shinning em versão uma só.


Ora hoje andava Cat a fazer umas comprinhas no hipermercado... eis senão quando avista a pequena mafarrica a empurrar um carrinho de compras. E, por fatalidade do destino, o avistamento Cat/mafarrica também se deu no sentido mafarrica/Cat. Ela esbugalhou os olhos, Cat disse um olázinho e esboçou um aceno de mão e antes que ela pudesse guinchar, Cat pôs-se rapidamente em fuga a caminho da caixa registadora, via corredor-do-papel-higiénico. Ainda não tinha chegado ao fim do corredor, já toda a gente num raio de 20 metros, incluindo eu, ouvia o pequeno demónio a apontar para mim e a gritar: Oh mãeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee! Oh mãeeeeeeeeeeeeeeeeeeee! Anda cá rápido. Anda cá ver. Está ali a médica que estava na consulta no outro dia. Oh mãeeeee, anda cá ver a médica. Ó médiiiiiiiica! Ó médiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiica! 

E ainda lhes chamam o melhor do mundo, pfff.


3 de agosto de 2012

a minha motivação é mesmo desprezível e abjecta

A Susana conseguiu motivação para fazer isto. ( Mil vezes woooooooooooooo! )

E eu não consegui encontrar motivação para ir ao ginásio esta semana. Ainda por cima depois de uma semana de férias. E sempre com desculpas tão boas como Comi há pouco tempo, depois ainda fico mal-disposta ou Não como há muito tempo, depois ainda fico mal-disposta ou Está muito calor, depois ainda fico mal-disposta. 
 
Esgotadas as desculpas sobre o bem-estar físico, surge-me a lista de coisas importantíssimas e inadiáveis para fazer como limpar com lixívia as juntas dos azulejos da casa-de-banho ou ver um documentário muito interessante na rtp 2 sobre a praga do bicho da batata nas plantações do Uzbequistão.  

Aaaaahhh !

1 de agosto de 2012

a saga continua, agora numa versão diferente: "isso é o quê?"

Desde o primeiro dia do curso que ouço a pergunta Qual é a especialidade que vais escolher? sensivelmente 9834728746175 vezes por semana. Ninguém deixa passar. Nem o primo avec da França que vejo de 2 em 2 anos em eventos familiares de gosto duvidoso (tanto os eventos como o primo) nem a senhora do supermercado que me conhece desde pequenina.

Tive várias fases. 
  
1) A fase Ainda não sei, só naquela de não me comprometer e não me chatearem. Foi a que mais se repetiu ao longo dos anos.

2) A fase Psiquiatria que durou quase uns dois anos e que também já lá vai.

3) E agora estou na fase final. Já fiz o exame de acesso à especialidade e a escolho daqui a uns meses. E já sei (como se não soubesse já antes e andasse só em plena negação!) em princípio-mais-ou-menos-hum-ainda-estou-a-pensar-na-vida-mas-deve-ser-isso. É Medicina Interna. Ora vou logo gostar de uma das especialidades mais renegadas e desconhecidas. E agora, é fatídico como o destino que vem sempre lá um Isso é o quê?. E, às vezes, ainda um É médico de família? (Não, não é, grrr!). E uma pessoa perguntou-me Ah, tem a ver com intestinos? Interna, intestinos, I get your point! Mas também não é.

E lá faço eu o meu discurso de sempre. Sempre igual, acho que já sei as palavras de cor, que nem monólogo. Tudo explicado tim-tim por tim-tim e que termina, inevitavelmente, com um É a especialidade do Dr. House!, para ver se prestigia a especialidade e impressiona o interlocutor. E estou farta disto. Começo a  pensar seriamente em imprimir a descrição de Medicina Interna da Wikipedia que é bastante boazinha e mostrar cada vez que me perguntam. Ou então, para despachar, dizer qualquer que toda a gente conheça e ache fofinho, género Pediatria (vade retro satanás! deus me livre e guarde!). Resposta à qual se seguirá um coro enternecido que podemos traduzir com a onomatopeia ooooh! (especialmente se grupo de interlocutores do género feminino). 

20 de julho de 2012

oh ironia.

Cat vai ser madrinha de um casamento lindo e maravilhoso no dia 1 de setembro. E, durante três dias, percorreu todas as lojas possíveis e imaginárias de Lisboa, até ficar com bolhas nos pés e dores na cabeça. Todos os vestidos que encontrou eram ou caríssimos ou dentro do estilo dos vestidos abaixo, deixando sempre a nuvem de dúvidas no ar:
Prostituta? 
Drag queen?
Carnaval? 
Vestido dos chineses? 
Navegante da Lua?
Vestido de 1943? 
Patinagem artística? 
Danças de salão? 
Piada de mau gosto? 
Apanhados para a tv (vá, agooora a sério, vão lá buscar os vestidos que vendem na loja!) ?

 


Não é exagero. Já estava mesmo à beira de um ataque de nervos. Depois, numa cidadezinha pequena e sem estar sequer à procura, passa à porta de uma loja que lhe chama a atenção e, em menos de 10 minutos, experimenta e compra o vestido mais amoroso do mundo e que é meeeesmo a tua cara!, com direito a um lacinho e tudo, aaaaaw.

17 de julho de 2012

quero taaaaanto!





todas da Electra

Se destacar mais a marca, haverá alguma probabilidade de se dar o peculiar fenómeno marca-que-oferece-coisas? Eu gostava. Até punha aqui ao lado um gif animado todo quitado. I'm a brand slut.

9 de julho de 2012

inspiiiira, expiiiiira e não penses na saga Hostel I, II e III.


A minha irmã mais nova partiu hoje num interrail com o Alvim (pois, não perguntem...!). E de todos os cenários de terror em que a consigo imaginar por essa Europa fora, a presença do Alvim durante 10 dias inteirinhos é capaz de ser um dos mais temíveis.

5 de julho de 2012

desculpem lá a falta de requinte.



Cat, uma mulher tão fácil de fazer feliz:

caracóis + imperiais + esplanada =  ♥


4 de julho de 2012

parabéns, Lili ❤


Hoje faz anos uma das pessoas mais queridas da minha vida. Vinte e cinco anos. E eu ainda me lembro de termos três. Três! Ainda tínhamos dentes de leite. E ainda me lembro de, nessa altura, começar a sentir que ela era a minha melhor amiga. Título, relação e sentimento que se manteve. Até hoje. E dos três aos vinte e cinco, meus amigos, são muitos anos, é quase uma vida. Muitos parabéns, fófi! E esquece lá a neura dos 25 que daqui a dois meses, e só por solidariedade, junto-me a ti.


22 de junho de 2012

devo levar capacete?

Vou pro S.João este fim-de-semana. Nunca fui. Mas gosto muito do nãomuitomuito que conheço do Porto.

Bom fim-de-semana, ursinhos carinhosos! 




19 de junho de 2012

Cat, a fada do lar.


Fiz uma sopa.  E não é só o creme, ah pois não, tem coisinhas que boiam e tudo! E nenhum dos ingredientes vinha pré-feito, pré-congelado, pré-nada. Fiquei tão orgulhosa que até telefonei à minha mãe para a deixar orgulhosa também. 

Com o rumo que isto tem tomado, temo acerca de qual será o próximo passo.

 Ponto cruz, arraiolos, passar a ferro?



14 de junho de 2012

8 de junho de 2012

" quando for grande quero ser contabilista"

Ouvi uma menina fofinha de 8 anos responder à típica pergunta da treta O que queres ser quando fores grande? com um Quero ser contabilista.

- Contabilista? Os teus pais são contabilistas?
- Não.
- E conheces algum contabilista?
- Também não.

Aiii que até se me apertou o coração. [ E nada contra os contabilistas, vocês são espectaculares, a sério!]. Mas isto será a crise a chegar aos sonhos das crianças? Quando eu tinha oito anos, decorria a bela década de 90, as meninas queriam ser bailarinas, cantoras, actrizes ou astronautas e os meninos jogadores de futebol ou astronautas. Se não for aos 8 anos que uma pessoa acredita que pode ser estas coisas, vai ser quando mesmo?

1 de junho de 2012

Porque não devem seguir os meus conselhos de moda ou Como fazer umas little boobs parecerem ainda mais pequenas.

Com um bikini destes com folhinhos:


Mas, ao menos, estou contente porque tenho um bikini novo fofinho, ah ah.

24 de maio de 2012

❤ London ❤

Vim encantada. Com as cores e o movimento da cidade, com cada recanto que parece saído de um filme, com as pessoas e o sotaque delicioso, com a magnificência dos edifícios, das praças, dos monumentos, com a mescla dos mercados, com os parques reais de perder de vista. É uma cidade inspiradora. Uma cidade onde me consigo imaginar a viver.










As fotos são minhas. 
[E vá, uma ou outra do namorado que tem a mania que tira fotos melhores que eu mas está redondamente enganado, muahahah.]

E depois uma pessoa volta à vidinha normal... onde não existem parques com esquilos. E ainda lhe junta o típico síndrome-pós-férias-de-regresso-ao-trabalho. E custa. Portanto sejam fofinhos e enviem-me um saquinho de gomas pra animar. Gosto de todas, já sabem.

16 de maio de 2012

tenho uma estranha tendência para achar que vou precisar de coisas que cá não uso/preciso/sei-bem-para-que-servem

Necessário, somente o necessáriiiiio porque o extraodinário é demaaaaaais...!

London, here I go! 

 

 

13 de maio de 2012

ai que linda história de amor - e cada vez mais popular - para contar aos filhos, netos e às demais gerações vindouras.


Conhecemo-nos no facebook.

Facebook a substituir jogos de olhares, agora-olho-eu, agora-olhas-tu, os roçar "acidentais" de mãos, os não acredito que também é a tua música favorita! por mensagens pessoais ao estilo És muito gira, nina. Gostava de te conhecer pessoalmente, jinhux desde 2004. 

A substituir aquela primeira visão de um desconhecido que nos deixa o estômago em estado gastroenterite mas em versão-bom por um vou enviar-lhe um pedido de amizade! 

A substituir um o que vou vestir hoje para o impressionar? por um será que ele pôs um like na minha foto nova?

A substituir uma tarde de passeio ao sol por uma tarde no chat.

That's not right.


11 de maio de 2012

como os meus amigos usam o meu conhecimento em 85% das vezes.




Ando a tomar ____________ (inserir nome de medicamento). Posso beber?


[só para verem as pessoas que me rodeiam!]




3 de maio de 2012

ora como hoje toda a gente fala do escândalo Rita Pereira, vamos falar de outra coisa mais escandalosa ainda do que o recatamento do pipi da Ritinha.

A interrupção do ciclo de roubo de antenas de carros
(até lhe mandei um sublinhadozinho para realçar a indignação)

Ora, como uns sabem e outros não, o ciclo de roubo de antenas de carros remonta ao ano de mil novecentos e trocópasso aquando do infeliz acaso de uma rabanada de vento ter feito voar para parte incerta a antena de um carrro. Um só. E aqui se prova o butterfly effect de quando uma borboleta bate as asas num canto do mundo etcetera etcetera pardais ao ninho. E o proprietário do veículo, desgostoso por não poder ouvir os hits do momento e dado não ter leitor de k7s, rouba a antena do carro do vizinho durante a noite num acto de desespero. Vai daí, inicia-se um ciclo - que veio a atingir uma escala global - de roubo de antenas. Ou, para os mais púdicos, circulação de antenas. Um rouba o outro que, dessa forma, ganha o direito de roubar um outro que por aí adiante. Baseado em princípios teóricos, é fácil de compreender que - tirando um ou outro azar ou acidente ocasional - existem mais carros com antenas do que sem antenas. E, portanto, haverá sempre uma antena pronta a ser furtada, como manda a tradição. 

Ora, corria o ano de 2011 quando a minha antena foi levada no parque de estacionamento do Hospital Fernando Fonseca aka Amadora-Sintra (pura coincidência, claro). E desde então - e tentando introduzir-me à mui nobre arte da prática do crime - tenho reparado que a maioria dos veículos não tem antena. Simplesmente não tem. Mesmo os estacionados à noite em sítios isolados, mesmo a pedi-las, nada, nem vê-la! E acho isto es-can-da-lo-so. Portanto preciso saber quem interrompeu o ciclo e levou mais antenas do que precisava e porquê. Agora! Porque já não suporto o desgosto de não conseguir sintonizar rádios que passam Adele 48272847616526273657365 por dia. É que eu adoro Adele. Especialmente em modo mute.