19 de dezembro de 2011

uma coisa bonita de eu e o meu homem irmos estar em cidades diferentes no próximo ano (*)

Posso escrever-lhe cartas de amor.

Daquelas a sério, escritas em papel e enviadas por correio.




(*) Lembrem-me de, durante o ano, estar assim sempre tão animada, está bem?

18 de dezembro de 2011

15 de dezembro de 2011

programas altamente mas que são bastante prejudicados por serem apresentados por pessoas tão irritantes e ridículas que dão vontade de as colocar em frente a uma máquina de dar socos. no mínimo.


O Elo mais Fraco por Pedro Granger.


É o único, na verdade. Mas é tão exímio naquilo que faz - e não, não foi um elogio! - que achei que merecia uma categoria só para ele.

14 de dezembro de 2011

como a Bimby faz parecer que eu sou a mãe e que a minha mãe é que é a filha.

A minha mãe adquiriu uma dessas coisas espectaculares que faz tudo sozinha, menos ir às compras e limpar a casa. Na altura, ela andava doidinha de todo. Mas sempre pensei que estivesse a presenciar um momento daqueles como quando me ofereceram o carro da Barbie no Natal. Na primeira semana, muito giro, vrrum vrrum, sim senhor, não o largava. Na segunda, já só peguei nele duas vezes. E na terceira, já nem sabia onde o tinha largado porque já me tinha fartado dele. Mas não. E se há prova disso, é que ela habita a nossa bancada da cozinha há mais de um ano e o entusiasmo e discurso elogioso não esmoreceu. 

Ora, eu acho que a minha mãe me devia incentivar a aprender a cozinhar de forma tradicional. E apesar de os meus dotes culinários tenderem para zero, acho que a Bimby é uma substituta muito fraca do prazer de cozinhar (quando consigo cozinhar uma coisa sem a queimar, a sério, fico mesmo satisfeita). Nem da colher de pau a mexer a comida. Nem do cheirinho a refogado que sai do tacho e enche a cozinha. Nem da aventura que é uma pessoa (uma pessoa como eu) tentar evitar uma queimadura, esgueirando-se estoicamente do azeite a ferver que salta por todos os lados, quando tento fritar alguma coisa, usando a tampa da frigideira como escudo protector da cara. Enfim, todos os dias uma nova aventura!

Mas a mãe discorda. E não há legumes que ela me veja a picar sem me dizer Então mas estás a fazer isso à mão? Se usásses a Bimby, eram só x segundos e ficava muito melhor. (Ya mãe, obrigado pelas doces palavras de encorajamento!). E eu tento fazê-la perceber que o tempo que ia demorar a consultar o livro, encontrar a velocidade e o tempo pra Bimby fazer determinada coisa a determinado alimento, ligá-la, pô-la a trabalhar da forma certa e, no fim, lavar o jarro (é jarro o nome que se dá ao recipiente?) é maior e mais stressante do que fazê-lo à mão. Portanto, obrigadadinho Bimby, han? Por inverteres os papéis. Por me fazeres parecer uma mãe que não quero cá nada dessas modernices! e por fazeres a minha mãe parecer a minha filha, a tentar convencer-me, A sério, é super fácil, eu ensino-te! Quando te habituares, não queres outra coisa.

 
Texto que estava há muito tempo no forno, à espera de sair
e que acabei de cozer depois de ler o post da Rosa Cueca sobre o mesmo tema.

13 de dezembro de 2011

sugestões, pleeeease.

Agora posso ler coisas que não Medicina. Ieeeeei. E que saudades tenho der ler tanto como lia antigamente! Estou quase a acabar este:



e a gostar muito. 
E estou necessitada de sugestões.

Ah, e não sugiram Nicholas Sparks, Paulos Coelhos, Margaridas Rebelo Pinto e outros tais, please. Essa fase passou-me aos 14 anos. Nem livros de fantasia estilo Eragon, Harry Potter, Lord of the Rings, que eu prefiro levar uma carga de porrada do que ler isso. Nem livros de auto-ajuda ou O Segredo que isso desperta em mim tendências suicidas. E homicidas, por vezes. Nem Dan Brown. Nem ficção científica! De resto, mais ou menos marcha tudo. Mas sou mais de Kafka, Boris Vian, Oscar Wilde e Saramago.

11 de dezembro de 2011

9 de dezembro de 2011

uuu-uuuh, activismo político bravo e corajoso!


Hackers com intenções políticas? 


Amiguinhos, isto é uma forma de expressarmos o nosso descontentamento pelas medidas do governo: 



Isto, não: 


8 de dezembro de 2011

com amigas destas!


Sempre que vou às compras com as minhas amigas, elas dizem-me Não precisas comprar! Se eu procurar bem no sótão da minha avó, encontro uma coisa desses, de certeza.

7 de dezembro de 2011

um ano, já?


Fez ontem um ano que aprendi aquilo que, hipoteticamente, todos sabemos mas não gostamos de acreditar: que os desastres naturais não são coisas que acontecem só aos outros. E que, de repente, vem um tornado ou outra coisa qualquer e leva esta merd@ toda a frente e só não mata ninguém, ainda hoje não se percebe bem como (ó o arrepio do costume a subir-me pelas costas!).

E foi com um orgulho proporcional ao terror que vi as pessoas a unir-se mais do que julguei possível, as casas - incluíndo a minha - e os edifícios a serem reconstruídos, tudo a reerguer-se no espaço de meses. Mesmo.

5 de dezembro de 2011

adios, adieu, auf wiedersehen, goodbye.

A minha relação com Lisboa é meio de amor/ódio. Já tive fases maravilhosas, onde não trocava por nada. E adoro andar em modo-turista, nos sítios bonitos, a fingir que não moro cá. Mas depois de seis anos, sinto que estou a precisar de uma pausazinha na nossa relação. O problema não és tu, sou eu. 

E como não sou pessoa de ficar a pensar no que poderia ser em vez do que é, vou-me embora por um ano. Estou dependente de um concurso mas as minhas primeiras opções foram Aveiro, Coimbra, Leiria, Matosinhos, Figueira da Foz, Ponta Delgada, Funchal. Não por esta ordem (só para despistar stalkers). Sei qual é aquela em que, muito provavelmente, entrarei. How excited is that?

Sabem aquela frescura e leveza da mudança, o sair fora da zona de conforto? Sabem a excitação de praticar o muda de viiiida se tu não vives satisfeito, muda de vida, estás sempre a tempo de mudaaar? Sabe tão bem. As mudanças, o chegar a um sítio estranho, o procurar casa e essas coisas todas? Vai ser o meu dezembro. Portanto, vou tratar-vos da saúde num hospital algures. Tenham medo. Tenham muito medo.


4 de dezembro de 2011

23 de novembro de 2011

hoje acordei e não tive de me ir pôr logo a estudar, até estou desorientada.

Ei fófis! A vidinha? A mãe, o pai, o periquito, tudo nos conformes? 

"O" exame foi ontem. É aquele acontecimento de que ouvimos falar desde que entramos no curso mas parece sempre tão distante, que quase parece que só acontece aos outros. Era difícil. Aposto que os sacan senhores que fazem o exame, não o conseguiam resolver sem consulta. Porque vocês não têm noção do quão ridículo e quão pormenores-que-não-interessam-nem-ao-menino-Jesus-e-que-nenhum-médico-sabe-porque-não-tem-interesse-nenhum-para-a-prática-médica é aquele exame. A correcção provisória saiu hoje e estou bastante satisfeita. Não sendo uma nota brilhante, também não é limitativa dentro daquilo que gosto e tenho interesse. E não me vai obrigar, com certeza, a ser médica de família em cascos de rolha, que era um dos meus maiores medos.

E pronto, sobrevivi a meses de 15/16horas de estudo por dia. Não consegui evitar muita ansiedade, uns pequeninos ataques de pânico, falar mal para toda a gente que me dizia vai correr beeeem! e muito choro. E agora estou estou de férias até ao final do ano e sabe tãooo bem, sinto-me leve, leve, leve! E cheia de vontade de fazer coisas básicas como 1. apanhar alta bezana, 2. ir às compras (sim, quando hibernei era verão, agora já é quase inverno, preciso de roupa!), 3. ver a cor do céu todos os dias (oh yeah!), 4. pôr todos os cafézinhos e as conversas em dia, 5. ir dançar ao Jamaiiiica! E muitas coisas mais. E não ter horários. E não ter um plano diário. E não contabilizar as horas de sono e os minutos que páro para comer. E posso deixar de beber cinco cafés  e um Red Bull por dia. E posso ler coisas que não medicina. Ieeeeeeiii!

21 de setembro de 2011

até novembro, se o suicídio não me levar nos entretantos.


Pois é, meus pequenos gremlins, faltam dois meses para o meu Exame de Acesso à Especialidade. Ahhh, dois meses é tanto, dizem vocês. Ahhh, não sabem nada da vida, digo-vos eu. Porque dois meses é para fazer uma revisão e pouco mais.

Já lá vão meses desde que pus de parte certas coisas para ganhar tempo, tipo o Benfica (neste momento, até a minha mãe sabe mais sobre futebol do que eu, o que é grave), a procrastinação, os banhos de sol, ver montras, todos os 344309 cafézinhos com esta e com aquela e com o outro, idas ao cinema, corridas, tarefas domésticas que demorem mais de 15minutos e interrupções prolongadas do estudo que não fossem para ensaios ou espectáculos. 

Eis chegado o dia de me afastar das interrupções que me restam como o blogue, a tv - logo agora que começou a Casa dos Segredos, esse magnífico fenómenos sociológico, bolas! (*) - e as noites loucas de Sábado à noite.

Não precisam dizer que a causa é boa, que vai passar rápido - não quero que passe rápido, quero que passe devagar para poder estudar mais!, que depois disto faço e aconteço, que sou capaz, que vou ter uma alta nota, que vai-te a eles porque, apesar de serem coisas fofas e simpática, sei, perfeitamente, o quão na merda estou.


Até já.
 




 (*) Se as mamas da stripper rebentarem, venham avisar-me, pleeease, que eu quero ver isso.


20 de setembro de 2011

19 de setembro de 2011

mulheres, essa espécie temível.



Ter de me preparar mentalmente para enfrentar uma mulher de trombas comigo fez-me ter muuuita pena do meu namorado quando tem me enfrentar nesse estado.

15 de setembro de 2011

ai, não pode!




Hoje sou eu. 

Mas sinto-me com 19. 
E vou continuar a dizer que tenho 21. 

14 de setembro de 2011

ai que filme tão fófi! nem parece que vem lá das Américas.


500 days of summer ♥

Estou apaixonada pela Zoey, coisa mais querida e amorosa.

13 de setembro de 2011

e isso não é nada fixe porque Cat é pela paz e pelo amor, dá-se bem com toda a gente e só queria poder estar reunida com todos, à volta de uma fogueira, de mãos dadas a cantar o Kumbaya com coroas de flores na cabeça.




Cat acha que as duas situações supra-citadas são parvas e que os motivos que conduziram a tal são infantis. Cat é democrática, não toma partido porque acha que ninguém tem razão e continua a sua vidinha normalmente.


Isto faz com que Cat seja, com frequência, colocada em situações desagradáveis, constrangedoras e difíceis de resolver. Que implicam uma escolha. Que implica o desagrado de alguém (por acaso, sempre dos mesmos)

E a implicação final disso tudo é que Cat está a isto (!) - inserir gesto no qual o dedo polegar se separa do indicador por um espaço muito pequenino - de perder a paciência.

12 de setembro de 2011

eu sabia que este dia terrível ia chegar.

O meu pai enviou-me um convite no facebook.

É o pânico.

 

11 de setembro de 2011

9 de setembro de 2011

sério?




Cheira-me que o que pouparem em pílulas vão gastar em IVGs mas pronto, espero que não. Que seja só pessimismo da minha parte.

7 de setembro de 2011

esqueçam aquilo do Justin Bieber e do Continente


Afinal podemos voltar a depositar fé na Humanidade.

6 de setembro de 2011

aaii quase me senti uma pessoa crescida hoje quando fazia, pela primeira vez, a minha rubrica clínica oficial always and forever com uma caneta de feltro preta naquela casa chiquérrima da avenida Gago Coutinho.


E ora, como me sinto eu, o mais recente membro da Ordem dos Médicos? Sinto-me mais pobre pela quantia de 3 dígitos que lá deixei. 
(Como disse uma muito querida amiga e colega)
  
Estou a brincar. Sabe bem.  


5 de setembro de 2011

o que não vale ser um real idiota em Portugal!


Futre, o livro
( também há Futre, os anúncios do Licor Beirão 
e Futre, a novela da noite da sic )



Hélio, o anúncio.


4 de setembro de 2011

Sunday's Lovely Stuff


camaradas,


resta-me informar-vos que me encontro desolada por estar a falhar o Avante deste ano, coisa há muito não vista.




Carvalhesa sempre no

3 de setembro de 2011

29 de agosto de 2011

eeit, que se lixe.

Vou para o Algarve. Vou tirar os únicos dias de praia a que me vou poder permitir este ano. Ou, pelo menos, até ao exame em Novembro. Mas também quem é que quer ir pra praia, pelo menos em Portugal, depois de Novembro? Bela merda. Preciso muito muito muito muito muito muito de férias. E mereço! [ Mentira, não mereço nada que já devia ir bem com umas semanas de avanço em relação ao que estou!]

Portem-se bem na minha ausência, escovem os dentes depois das refeições e não abram a porta a estranhos.